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MESTRADO

Abas primárias

METODOLOGIA, MATRIZ CURRICULAR E DURAÇÃO
 
O PGH oferecere o Curso de Mestrado em História dentro da área de concentração História Social da Cultura Regional com vistas à obtenção do Título de Mestre em História.
 
O Curso de Mestrado tem duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses.
  1. O discente poderá solicitar ao CCD prorrogação por até 6 meses para conclusão do curso através de processo administrativo devidamente fundamentado e protocolado com no mínimo 60 dias de antecedência à data de término dos 24 meses.
  2. Caso o CCD não autorize a prorrogação e o discente não conclua o curso no prazo estabelecido, será desligado do curso.
O Título de Mestre em História será concedido ao discente que preencher as seguintes condições:
  1. Obtiver a aprovação de 8 créditos em disciplinas obrigatórias.
  2. Obtiver a aprovação de 16 créditos em disciplinas optativas.
  3. Obtiver a aprovação de 16 créditos referente à elaboração de dissertação.
  4. Obtiver a aprovação em prova de proficiência em língua estrangeira.
  5. Comprovar a submissão de artigo científico a revista avaliada pela Capes com resultados da pesquisa desenvolvida junto ao PGH.
  6. Ser aprovado na disciplina de estágio docente, no caso de discente bolsista de instituições de fomento a pesquisa.
  7. Atender as exigências administrativas do DRCA da UFRPE e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRPE, previstas na resolução Nº 016/2014, e outras que venham a complementá-la ou substituí-la.
Os créditos em disciplinas obrigatórias são integralizados em 2 disciplinas de 4 créditos cada:
  • Historiografia
  • Metodologia da Pesquisa Histórica
Os 16 créditos em disciplinas optativas são cursados em disciplinas oferecidas pelo PGH. Até o limite de 50% de créditos optativos podem ser cursados em outros programas de pós-graduação mediante reconhecimento pelo CCD do PGH.
 
Ao longo do curso o discente deve desenvolver Projeto de Pesquisa. Considera-se Projeto de Pesqusia o trabalho investigativo sistemático, realizado no interior de PGH, que procure um avanço no conhecimento histórico e formalizado através de texto que apresente: justificativa, objetivos, referencial teórico e metodológico, cronograma de execução, fontes de pesquisa e referências bibliográficas.
 
Ao longo do terceiro semestre de curso o aluno deve fazer a qualificação de seu projeto de pesquisa diante de banca composta para este fim. Os resultados parciais devem corresponder à apresentação de um texto sistematizado com introdução e dois capítulos (contendo o estado da arte, discussão teórico-metodológica e tratamento de fontes).
 
Ao final do quarto semestre o discente deve defender a Dissertação de Mestrado diante de banca examinadora com este fim. Considera-se Dissertação de Mestrado o texto resultante do Projeto de Pesquisa orientado por docente do PGH que demonstre a capacidade de sistematização crítica do conhecimento acumulado sobre um tema delimitado e a utilização de métodos e técnicas de investigação científica, tecnológica ou artística, visando a ampliação do conhecimento histórico.
 
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO
 
O curso de Mestrado em História tem concentração em História Social da Cultura Regional.
 
A área de concentração “História Social da Cultura Regional” se insere no esforço de regionalização da produção historiográfica nacional promovido pela área de história na última década. O PGH direciona suas pesquisas para a análise das bases documentais localizadas no seu entorno. Busca a interpretação de temas e processos históricos da região em que está inserido, mas sempre estabelecendo as conexões destas fonte, temas e processos históricos com os quadros mais gerais da História do Brasil, da América, África e do Mundo. Temos como horizonte comum das pesquisas do Programa a articulação das referências teóricas e metodológicas da História Social e da História Cultural a dimensão regional dos eventos e processos históricos. Nossas linhas de pesquisa estão articuladas pelo entendimento de que as dinâmicas sociais e suas instituições são construções culturais dos grupos humanos. Entendemos que o estudo histórico desses objetos culturais permitirá interpretar as rupturas e continuidades das práticas e das instituições sociais.
 
Da História Social incorporamos os referenciais que permitem investigar os grupos sociais e as instituições de poder como construções sociais que se formam e transformam na dimensão social. Nos interessa desenvolver pesquisas que observem as formas de organização da sociedade tais como grupos, classes, corporações e outros, mas também interpretar as suas relações de poder observando as instituições e a cultura política em diferentes espaços regionais e temporalidades.
 
Da História Cultural acionamos as ferramentas teórico metodológicas que permitem investigar as práticas e as representações socialmente articuladas pelos agentes sociais em diferentes tempo e espaços. As noções de agentes sociais, de campo simbólico, de produção e reprodução de sentidos apontam para a percepção das rupturas e continuidades de processos históricos.
 
A História Social da Cultura, por nós assumida, observa os objetos sociais – como as instituições, as identidades, as práticas e representações sociais – como construções culturais historicamente localizadas e busca perceber as mudanças e permanências. Ao mesmo tempo, definimos a região como o espaço social onde é possível perceber uma rede de relações, conexões e submissões a um mesmo polo político e cultural. Os temas e objetos históricos, estudados na dimensão regional, nos permitem observar tanto as suas características internas, como a sua distinção em relação a outros espaços. Assim entendida, a área de concentração em História Social da Cultura Regional define como horizonte as pesquisas sobre os grupos sociais, suas instituições, suas práticas e representações culturais na escala da região.
 
LINHAS DE PESQUISA
 
São linhas de pesquisa do Mestrado em História: Cultura, Patrimônio e Memória; Política, Instituições e Gênero; Ensino de História e Cultura Regional; Estado, Sociedade e Cultura.
 
CULTURA, PATRIMÔNIO E MEMÓRIA:
 
A linha de pesquisa Cultura, Patrimônio e Memória entende o Patrimônio Cultural e a Memória Social como o conjunto de objetos culturais, materiais e imateriais, reconhecidos como portadores de significados identitários de determinado grupo social.
 
Assumimos as referências da História Social da Cultura, também entendida como História Cultural das práticas sociais, que utiliza do conceito antropológico de cultura como o processo de construção e significação simbólica dos objetos materiais e imateriais incorporados à experiência humana.
 
Diversos estudos históricos apontam que os objetos do patrimônio cultural são historicamente construídos, transformados e operados pelos agentes sociais tendo em vista a produção ou reprodução das memórias sociais. Assim entendemos como patrimônio cultural os objetos culturais selecionados por determinado grupo social como representativo do seu passado comum.
Investigações históricas também mostram que, para consolidar e difundir as memórias sociais, os agentes selecionam lembranças que levam a esquecimentos. Assumimos a memória social como o conjunto de representações operadas pelos agentes sociais e instituições políticas para a construção de uma representação do passado.
 
Com base nesses conceitos de Cultura, Memória e Patrimônio - e a relação entre eles - a linha de pesquisa investiga a historicidade dos processos de seleção de objetos culturais, a sua transformação em patrimônio cultural, e a construção, transformação e representação da memória social das comunidades, dos objetos e processos historicamente constituídos.
Considerando que as práticas de patrimonialização e de musealização são historicamente determinadas as pesquisas da linha buscam identificar a estreita relação existente entre a seleção de objetos como patrimônio cultural e as disputas por hegemonia entre as diversas representações do passado.
 
Nos interessam projetos de pesquisa que explorem temas como:
 
a) A análise das características particulares de bens do patrimônio cultural e/ou da memória social – cidades, territórios, edificações, paisagens, festas, rituais ou coleções entre outros – focando sua historicidade, seu processo de significação, formas de transmissão, de seleção.
b) O estudo do papel desempenhado pelos objetos do patrimônio cultural e/ou memórias sociais – narrativas do passado, objetos da cultura material ou manifestações populares – na construção das identidades de grupos sociais como comunidades locais ou étnicas e suas manifestações tradicionais, entre outras.
c) A análise das políticas públicas e ações de grupos sociais voltadas a preservação do patrimônio cultural e da memória social – artefatos, práticas, festas, coleções, sítios históricos, entre outros – e suas implicações na produção e reprodução das representações sociais sobre o passado e a construção das identidades sociais.
d) Analisar os processos de patrimonialização e musealização, tais como o tombamento, o registro de bens culturais, a criação de museus e a promoção de políticas públicas, práticas de conservação, documentação, pesquisa e comunicação dos bens culturais realizados em diferentes suportes e instituições.
e) Descrição dos agenciamentos e representações do patrimônio cultural em instituições museais, processos de musealização e de educação patrimonial, analisando as violências simbólicas que estimulam tanto o esquecimento, quanto a construção de memórias e a reelaboração de pertencimentos.
f) Estudo das relações entre as práticas e representações do patrimônio cultural, do Estado e do campo acadêmico, analisando a própria constituição do campo patrimonial no Brasil em suas diversas vertentes.
Sinteticamente a linha se interessa em pesquisas ancoradas na História Cultural em suas diferentes abordagens teóricas e estratégias metodológicas que tenham o Patrimônio Cultural e a Memória Social como objeto de reflexão teórica ou mesmo como campo de intervenção.
 

Docentes Orientadores da Linha:

POLÍTICA, INSTITUIÇÕES E GÊNERO:

A Linha de Pesquisa Política, Instituições e Gênero engloba um grupo de docentes do Programa de Pós-Graduação em História que, a partir de seus lugares de produção acadêmica, investem nos estudos da História Social da Cultura Regional pelo campo das práticas políticas, das formas de organização e funcionamento das instituições e dos estudos de gênero.

A História é o campo das experiências e ações humanas. No centro dos experimentos humanos, por sua vez, está a natureza dialógica da Política, que envolve as técnicas de ação e comunicação oficiais e extraoficiais dos governos, dos indivíduos, dos movimentos sociais e o campo da opinião pública. Nesta perspectiva, a política pode ser estudada enquanto campo do diálogo no plural que surge no espaço da palavra e da ação e que se relaciona ao aparecimento e exercício da liberdade. (ARENDT, 1992:21) Assim considerada, a categoria política está aberta a estudos das práticas de persuasão, argumentação e autoridade, práticas da força e da coerção, bem como as múltiplas formas de resistência. Os estudos da política buscam compreender a multiplicidade do campo político, a participação dos indivíduos e do coletivo nos processos de construção democrática, nas formas de governabilidade, nas negociações com a sociedade, na diversidade partidária e nas manifestações sociais. Tais investigações também podem focar os regimes totalitários, as tiranias, as ditaduras, as práticas de violência, de eliminação e o estranhamento do outro, bem como as políticas institucionais que produziram governabilidades e práticas de controle que se desdobraram em complexos tutelares na sociedade (DONZELOT, 2001).

Pela categoria Instituições, enfocamos as investigações que procuram analisar a organização e prática das instituições e a forma como elas regulam, restringem ou libertam, a exemplo dos estudos sobre as associações sindicais, de bairros, estudantis, artesanais, festivas, religiosas, tutelares, jurídicas, etc. Do campo historiográfico, destacamos estudos das instituições disciplinares que restringem ou confinam no fechamento de muros ou de ações práticas, tais como manicômios, internatos, prisões, conventos e outros espaços disciplinares, particularmente presentes nas pesquisas que adotam a perspectiva foucaultiana (1979, 2003 e 2014). Neste lugar, inserem-se as instituições de acolhimento, internatos, confinamentos e aquelas destinadas às práticas de socioeducação da criança e do adolescente, procurando-se analisar não apenas as estruturas físicas, mas também as práticas e acontecimentos discursivos relacionados às práticas socioculturais (FAIRCLOUGH, 2001). Nesta mesma direção, o grupo insere preocupações com os estudos dos direitos humanos e com as diferentes violações produzidas historicamente no tempo presente (HUNT, 2009).  Outro enfoque desta categoria está nos estudos das instituições religiosas, através das quais se  procura investir em pesquisas sobre os sistemas religiosos como práticas históricas e culturais, as suas manifestações e as formas de elaboração. Neste sentido, o conceito de religião é compreendido a partir de uma abordagem plural, como uma invenção histórica e uma representação da cultura (CHARTIER, 1990; MASSENZIO, 2005; SILVA, 2010; GASBARRO, 2014).

A terceira categoria da Linha II está centrada nos estudos de Gêneronuma perspectiva que também envolve os estudos de “identidade e subalternidade”. Neste lugar, docentes da Linha investem em investigações de natureza histórica e historiográfica sobre as expressões de gênero, raça e classe na sua diversidade, considerando suas várias intersecções, alinhadas aos modos de vida e de pensar de grupos subalternos. Consideramos essa interseccionalidade a partir da premissa que as práticas sociais, culturais e políticas em nossa sociedade se apresentam na impossibilidade da separação da noção de gênero, raça e classe (DAVIS, 2016). Nesse sentido, entendemos gênero como um conjunto de papéis ou práticas sociais através de suas atribuições políticas, econômicas e culturais, ou seja, o gênero não pode ser entendido como o que o indivíduo é, mas, invariavelmente, como o indivíduo faz, uma vez que gênero é “uma ação” (BUTLER, 2016). Em relação às questões da “identidade”, concebemo-las em nossas investigações a partir da intersecção entre o indivíduo e seu contexto histórico e social (CIAMPA, 1987), além da noção de pertencimento das práticas culturais, étnicas, raciais e linguísticas, de forma transitória e muitas vezes fragmentadas pela própria sociedade (HALL, 2006). Sobre a noção de “subalternidade”, destacamos as possibilidades de se debruçar sobre questões relativas aos indivíduos excluídos pelas classes sociais dominantes das representações políticas e legais por meio de “violências epistêmicas” que insistem em silenciar e invisibilizargrupos sociais marcados, como mulheres, LGBT+, negros etc. (SPIVAK, 2010).

Docentes Orientadores da Linha:

 
ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA REGIONAL:
 
No Brasil, desde a década de 1980, pesquisadores recortam temas de pesquisa incorporando referências teóricas e estratégias metodológicas oriundas da área da História e da Educação para pensar o que seja a particularidade do Ensino de História.
 
Sinteticamente podemos dizer que o campo de investigação do Ensino de História se apropria de marcos teóricos e metodológicos utilizados pela pesquisa histórica para pensar como transmitir a percepção dos processos temporais. Busca referências para utilizar as fontes históricas, a crítica documental, a diacronia e sincronia no contexto do ensino. Busca desenvolver estratégias e materiais didáticos que potencializem a difusão dos conhecimentos sobre o passado das sociedades para o público não acadêmico.
 
Ao mesmo tempo, busca ferramentas conceituais e analíticas do campo da Educação para entender os processos de formação do sujeito social e de seleção curricular. Com essas referências problematiza e interpreta os processos educativos formais e não-formais desnaturalizando práticas e problematizando seus resultados formativos.
 
Mas o campo do ensino também se apoia em referências de outras áreas do conhecimento. A exemplo, da Psicologia cognitiva busca teorias explicativas dos processos cognitivos capazes de elucidar como se dá apropriação do conhecimento. Da Antropologia cultural e da Arqueologia traz o conceito de cultura para perceber o processo de construção das práticas educativas. Da Sociologia da Cultura incorpora o debate sobre a cultura escolar, assim como os estudos da reprodução cultural feitos pela sociologia da educação.
 
Frente a esta amplitude de abordagens faz-se importante delinear os recortes possíveis de se constituir em projeto de pesquisa em Ensino de História no interior de um programa de pós-graduação em História que tem como área de concentração a História Social da Cultura Regional.
 
Uma primeira abordagem pertinente se constitui na problematização dos conteúdos de História inseridos no contexto escolar e não-escolar. São investigações sobre os currículos escolares, mas também das narrativas sobre o passado propostas por museus, livros, filmes e outras práticas e suportes.
 
Uma segunda abordagem é a reflexão sobre as estratégias e recursos didáticos para a transmissão das informações históricas (mas também de outras disciplinas das humanidades como sociologia, filosofia, artes e literatura na sua interface com o currículo de história) no contexto escolar e não-escolar. São problematizações sobre a prática docente, os materiais didáticos, as estratégias de ensino utilizadas na escola, nos museus e outros espaços de difusão do conhecimento histórico. Neste aspecto são importantes os estudos sobre a metodologia da Educação Patrimonial, as reflexões sobre a educação em Museus, as novas tecnologias da comunicação e as diferentes linguagens para o ensino da história.
 
O campo do Ensino de História também olha para a história do ensino de história em estreito diálogo com o campo da História da Educação. Aqui percebe-se os significados e objetivos (explícitos ou ocultos), dos conteúdos e dos métodos de transmissão do conhecimento histórico em diferentes contextos temporais e sociais. Assim se pergunta o que foi ensinar história em determinado momento histórico. Mas também que significou ensinar história para determinados grupos sociais.
 
De forma ampla podemos indicar que os projetos de pesquisa sobre o Ensino de História, ligado ao tema da História Regional, selecionam temas da historiografia regional e desenvolvem estratégias didáticas que os valorizem. O que pode ser feito pela sua localização e inserção no cenário da história nacional e geral. Mas, sobretudo, pela valorização desses temas da história regional, em contexto escolar e não-escolar, como elementos de formação identitária dos grupos sociais.
 
Esta linha tem como temas de pesquisa:
  • Currículos de ensino de história em diferentes níveis e modalidades de ensino;
  • Ensino escolar de história;
  • Ensino de História em espaços museológicos;
  • Ensino de história e produção de identidades sociais;
  • Mídias, Novas Tecnologias e material didático para ensino de História;
  • Ensino de História em EAD;
  • Metodologia do ensino e fontes documentais;
  • A diversidade cultural e sua transposição didática;
  • Construção de material didático através dos documentos históricos;
  • A Educação patrimonial nas escolas.
Docentes Orientadores da Linha:
ESTADO, SOCIEDADE E CULTURA:
 
A linha de pesquisa “Estado, sociedade e cultura” se define pela relação dialógica travada entre as diferentes manifestações da vida social na época moderna e o Estado nascente naquele período. O Estado Moderno, tal como o abordamos, baseia-se na crítica ao que antecede o Estado liberal e engloba algumas reflexões acerca dos modelos explicativos das monarquias europeias particulares e também de outras experiências governativas, de tipo corporativas (HESPANHA, 1994), como de Portugal, compósitas (ELLIOT, 2006), como a da Espanha, e a formação de uma República de Províncias nos Países Baixos do Norte (ISRAEL, 1995).
 
Entendemos a sociedade deste período levando em conta três condições, a saber, a estamental ou de ordens, a confessional e a laboral. A estrutura social do período é constituída por ordens e baseada em conceitos como o de qualidade, com base em mecanismos mais simbólicos do que materiais (BOURDIEU, 1997), e definindo o indivíduo pela ascendência e, eventualmente, pelos méritos (OLIVAL, 2001). Pelo fato do Estado Moderno não se servir da identidade nacional e linguística (Pátria), mas sim das identidades confessionais –é antes de mais nada um Estado cristão – a Igreja surgia como ferramenta que, no caso português, aglutinava as partes desagregadas do mundo (BOXER, 2001).
 
Finalmente, nas expansões, sobretudo ultramarinas, destes modernos Estados, formas de exploração da natureza e do trabalho desenvolveram-se; isso fez com que muitas das sociedades tenham obtido características singulares, como é o caso das sociedades escravistas que promoveram migrações de várias partes da África para a América modificando indelevelmente o perfil demográfico destas regiões no do Mundo Moderno. Assim, da Ásia à América, o processo de expansão e colonização aproximou, pelo comércio, regiões muito distantes entre si (ALENCASTRO, 2000).
 
Nosso olhar, portanto, se dirige para estes mundos conectados, de trocas dinâmicas de todas as ordens, inclusive de ideias, que é caracterizado pela convivência de oposições, centralização/descentralização, unidade/pluralidade, tudo isso coexistindo num mesmo corpo. Da circulação intensa de pessoas e de objetos, no refazer constante de suas práticas (SUBRAHMANYAM, 1993; GRUZINSKI, 2000).
 
Para trabalhar com essa relação do particular/regional Com o mais global fundado na estrutura do Estado Moderno, atualizamos para a realidade específica da época moderna, ocidental, a noção de Cultura Política, levando em conta o que Serge Bernstein definiu, globalmente, como “uma espécie de código e de um conjunto de referentes, formalizados no seio de um partido ou, mais largamente, difundidos no seio de uma família ou de uma tradição políticas” (BERNSTEIN, 1998, p. 350). Contudo, cumpri-nos observar, a natureza peculiar e particular dos Estados territoriais do período moderno que decorre das seguintes características: a emergência de exército regular e corpo diplomático, ambos permanentes, a formação de uma burocracia aglutinadora do poder na figura de um rei que descendeu do grupo social da nobreza e que se relacionava com esse estamento ao modo de um árbitro e não de um tirano (ELIAS, 1993).
 
Constituem-se ainda em elementos a unificação do sistema jurídico, a unificação do sistema fiscal e o recurso ao fiscalismo e à tributação para manutenção e afirmação de tal centralismo, o uso de uma política mercantilista (regulação da produção – ainda não industrial – e do comércio em vistas ao aumento da renda real empregada na guerra e na expansão territorial). Assim sendo, o que nos aglutina nessa linha de estudos em torno do Estado Moderno, da sociedade de ordens, escravista e mestiça e das culturas políticas é refletir sobre a Cultura política no Antigo Regime, visto que a referência cronológica atribui nova significação ao conceito que se mostra preciso, do ponto de vista cronológico, e mais abrangente, do ponto de vista das possíveis e diferentes abordagens analíticas a serem empregadas.
 
Docentes Orientadores da Linha: